ALUNAS DE BIOMEDICINA LEVAM CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE OS IMPACTOS DO CIGARRO ELETRÔNICO PARA ESCOLA NA CIDADE DE PIMENTA
terça-feira, 12 de maio de 2026.
As alunas do 3º período do curso de Biomedicina do UNIFOR-MG, Ana Paula, Isabelly Castro, Isabela Ratis, Isabelle Vitória, Júlia Ferreira e Manuela, promoveram no dia 27 de abril uma importante ação de extensão na Escola Estadual Padre José Espíndola, no município de Pimenta. A atividade, acompanhada pela Profa. Dra. Daniela Rodrigues de Faria Barbosa, foi direcionada aos alunos do 3º ano do ensino médio e teve como tema “Cigarro Eletrônico e Convencional: Impactos reais na saúde”.
A iniciativa teve como principal objetivo conscientizar os estudantes sobre os danos causados tanto pelo cigarro convencional quanto pelos cigarros eletrônicos, utilizando informações fundamentadas em evidências científicas e linguagem acessível ao público jovem. Durante a palestra, as acadêmicas buscaram desconstruir o mito de que os cigarros eletrônicos seriam alternativas inofensivas ou menos prejudiciais, explicando que o aerossol inalado contém nicotina em altas concentrações, substâncias cancerígenas e partículas ultrafinas capazes de atingir profundamente os pulmões.
Além disso, foram apresentados os efeitos sistêmicos provocados pelo uso desses dispositivos, incluindo problemas cardiovasculares, aumento do risco de infarto e AVC, danos neurológicos relacionados à dependência química, prejuízos à memória e à concentração, além de alterações bucais como gengivite, lesões na mucosa e mau hálito.
As discentes explicaram também como a substância atua diretamente nos receptores cerebrais, estimulando a liberação de dopamina e criando um ciclo de recompensa responsável pelo rápido desenvolvimento do vício, especialmente nos cigarros eletrônicos, que utilizam nicotina em sais livres, de absorção ainda mais acelerada.
A palestra alertou os jovens sobre o cigarro eletrônico como possível porta de entrada para outras drogas, destacando que o contato precoce com o vape pode aumentar a probabilidade de experimentação de cigarros convencionais e outras substâncias psicoativas. As acadêmicas ainda abordaram questões relacionadas ao marketing enganoso e à comercialização ilegal desses dispositivos no Brasil, cuja venda é proibida pela Anvisa por meio da Resolução RDC 46/2009, mas que continuam sendo facilmente encontrados pela internet, muitas vezes associados a sabores atrativos e embalagens direcionadas ao público jovem.
Ao final da ação, foram compartilhadas estratégias de prevenção e recusa, incentivando os estudantes a reconhecerem pressões sociais e adotarem alternativas saudáveis para lidar com ansiedade e estresse, especialmente durante o período de preparação para vestibulares e decisões importantes da vida acadêmica e profissional.


