CURSO DE PSICOLOGIA DO UNIFOR-MG REALIZA MESA-REDONDA PARA DEBATER REFORMA PSIQUIÁTRICA
sexta-feira, 22 de maio de 2026.
O Centro Universitário de Formiga realizou, no dia 20 de maio, a mesa-redonda “Reforma Psiquiátrica em Perspectiva: história, política de drogas e práticas de cuidado”, reunindo estudantes, professores e profissionais da área da saúde para um importante debate sobre saúde mental e atenção psicossocial. O evento aconteceu no Salão Nobre Walmor de Borba e contou com palestras e discussões voltadas aos desafios históricos, políticos e sociais relacionados à reforma psiquiátrica brasileira.
O Prof. Me. Bruno Alvarenga Ribeiro abordou os aspectos históricos e conceituais da reforma psiquiátrica, destacando a importância de práticas mais humanizadas no cuidado em saúde mental: “É um tema muito importante para a Psicologia, em alusão à celebração da Semana da Luta Antimanicomial, que está sendo organizada pela RAPS. A Psicologia precisa assumir um posicionamento condizente com os direitos humanos e com a defesa das pessoas portadoras de sofrimento mental, então, essa mesa vem para alinhar os pensamentos com os nossos alunos sobre a realidade destas pessoas”, afirmou.
Já a assistente social e sanitarista Ma. Priscilla Fraga discutiu as políticas sobre drogas e a redução de danos, promovendo reflexões críticas sobre os desafios enfrentados na área: “Vamos buscar refletir essa temática que, por vezes, causa muito alvoroço e dúvidas. E também fugindo um pouco do senso comum, trazendo um pouco das políticas públicas e história da política pública sobre drogas”, ressaltou.
A mediação foi conduzida pelo psicólogo Gabriel Nogueira Ferreira, coordenador da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Formiga, que destacou a relevância do encontro para a formação acadêmica e profissional dos participantes: “18 de maio é o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, uma data muito importante para o país, em toda nossa realidade brasileira que tem um marco histórico muito grande de luta a partir de desenvolvimentos sociais, dos trabalhadores, usuários e familiares, que repercutiram para a construção das políticas públicas de saúde mental”, destacou ele.
Durante o debate, os alunos puderam tirar suas dúvidas com os profissionais convidados, tornando o encontro ainda mais enriquecedor para sua formação.





